Monthly Archive for novembro, 2008

Bactéria causadora de úlceras estomacais relacionada com mau hálito

A boca é o “lar” de mais de 600 tipos diferentes de espécies bactérianas, muitas destas podem nos causar doenças. A báctéria Helicobacter pylori foi descoberta a pouco tempo como sendo a grande causadora de ulceras e câncer no estômago.

Cientistas estimam que entre 20 a 80% das pessoas nos países desenvolvidos e 90% nos países em desenvolvimento apresentam esta bactéria.

“Recentemente, cientistas descobriram que H. pylori pode sobreviver na cavidade bucal,” diz o Dr Nao Suzuki da Fukuoka Dental College em Fukuoka, Japão. “Nós queriamos determinar qual bactéria poderia estar relacionada com o mau hálito, então testamos pacientes relacionando a halitose com a presença do H. pylori.”

Os pesquisadores encontraram a bactéria na boca em 21 de 326 japoneses com halitose (6,4%). Nestas pessoas, a concentração de mau hálito e nível de doença oral foi significantemente alta. Em pacientes com doença periodontal, 16 de 102 pessoas (15,7%) tinham H. pylori em suas bocas.

“Halitose é um problema comum nos seres humanos, e o mau hálito é mais frequentemente causado por periodontites, falta de higiene na língua e boca e máus hábitos,” diz Dr. Suzuki. “As bactérias produzem compostos voláteis que cheiram mal, incluindo gases sulfuricos, methyl mercaptanos e dimetil sulfitos. Médicos mensuraram os níveis destes compostos para diagnosticar o problema. Doenças gastrointestinais também estão fortemente relacionados com a halitose”.

Pacientes que apresentam H. pylori tem mais sangue em sua saliva e também carregam Prevotella intermedia, que é uma das bactérias principais nas doenças periodontais.

“Entretanto a presença de H. pylori na boca não causa diretamente o mau hálito, esta associada com a doença periodontal, que também causa mau hálito,” diz o Dr. Suzuki. “Nós agora precisamos analisar a relação entre a H. pylori da boca e do estômago. Nós esperamos descobrir o papel da boca em transmitir H. pylori nas infecções estomacais em um futuro próximo”.

Suzuki et al. Detection of Helicobacter pylori DNA in the saliva of patients complaining of halitosis. Journal of Medical Microbiology, 2008; 57 (12): 1553 DOI: 10.1099/jmm.0.2008/003715-0

Mais uma prova de que a boca não é um orgão separado do resto do corpo. :)

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SORRISO DE FAMOSO (PARTE 9)

borges 10 SORRISO DE FAMOSO (PARTE 9)

Borges, atacante do São Paulo. Vale ressaltar que agora ele usa aparelho ortodôntico. Que gengiva eihm..e se ampliar um pouco a imagem o 11 ta com uma corzinha bem estranha…

Update 2009: Ja está usando aparelho ortodôntico. Parabéns Borges!!

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Raios-X! De jeito nenhum

Para o dentista, o primeiro desafio é controlar o medo

Pacientes sofrem por antecipação ao visitar consultório.
Às vezes, motivos vão além das experiências com odontologia.

Foi a primeira vez que me encontrei com Cynthia. Ela estava impecavelmente vestida num terno azul com um discreto broche no colarinho – uma mulher que claramente cuidava de si mesma. Por isso me surpreendi quando ela reclamou de mau hálito.

Ela disse que apenas queria uma limpeza dentária e veio ao meu consultório porque precisava trocar o dentista que havia freqüentado regularmente por 10 anos.

Como parte da conversa padrão com novos pacientes, fiz várias perguntas e expliquei a necessidade de uma avaliação adequada, incluindo raios-X.

Ela foi bastante clara, segundo me recordo: “Raios-X! De jeito nenhum.”

Em 28 anos de prática geral, eu havia presenciado a gama completa de reações à cadeira do dentista. A experiência pessoal tem um grande papel. Assim como as histórias de amigos e familiares, e as piadas “eu preferiria fazer um tratamento de canal”. A internet pode fornecer conhecimento suficiente para ser perigoso, como diz o clichê, e o medo irracional que muitas vezes acompanha uma visita ao dentista dá às pessoas a motivação para serem insistentes, até mesmo desafiadoras, em relação a um tratamento que pode não ser apropriado.

Se eu faço o que eles querem, me arrisco a deixar algo passar ou tomar decisões erradas de tratamento. Se fizer o que é certo, me arrisco a perder um paciente que precisa de ajuda.

Expliquei a Cynthia minha filosofia de que, para um dentista ver um novo paciente, um exame completo e uma série de bons raios-X são a base de um bom tratamento. Disse a ela que sob os direcionamentos atuais da Associação Dental Americana, adultos saudáveis sem mostras de cáries ou fatores adicionais de risco deveriam tirar chapas a cada dois anos, e panorâmicas a cada cinco. Perguntei quando ela havia tirado raios-X dentais pela última vez.

Ela me olhou suspeitosamente e disse, “Me lembro perfeitamente porque foi um dia antes do 11 de setembro.”

“Três anos atrás!” exclamei. “Acho que você está devendo.”

Aquilo não foi o suficiente para Cynthia. Falamos mais 15 minutos sobre raios-X – os sistemas modernos e digitais, a quantidade mínima de radiação à qual ela seria exposta, a natureza rápida e indolor da coisa toda.

“Eu só quero meus dentes limpos”, implorou ela.

Era realmente incompreensível. Aqui estava uma profissional instruída, que sabia ter um problema e não queria nem mesmo considerar o nível mais básico de tratamento.

Eu não queria perdê-la como paciente, mas não podia ceder.

Disse a ela que não podia ignorar a possibilidade de doenças ocultas. Para tratá-la, eu precisava de raios-X.

“Certo”, ela disse, finalmente. “Faça seus malditos raios-X.”

Como descobrimos, seu mau hálito era causado por cáries entre dois dentes – em tal extensão que ela precisaria de tratamento de canal em ambos os dentes além de cirurgia nas gengivas, duas obturações e duas coroas, ou teria de extrair os dentes e substituí-los por implantes.

Para muitos adultos, uma cárie dessa magnitude pode ser indolor, até que se instale uma infecção ou que os dentes estejam além da salvação. No fim, Cynthia teve os dentes extraídos e substituídos.

Foi somente após a finalização do tratamento que Cynthia me confidenciou a razão pela qual havia lutado tanto contra os raios-X. Sua mãe, disse ela, havia morrido de câncer – causado por um tratamento radioativo feito em sua infância.

Conversamos de novo sobre radiação, e a diferença entre doses de radiação diagnóstica e doses terapêuticas. No início dos anos 50, eu contei a ela, as doses eram centenas de milhares de vezes as utilizadas hoje; ainda não havia provas suficientes dos perigos da radiação.

Cynthia acabou aceitando a idéia de que os raios-X são uma ferramenta útil e segura.

E eu fui lembrado de que, numa profissão onde a apreensão é freqüentemente o ponto inicial de um relacionamento médico-paciente, o questionário padrão de pacientes nunca irá fundo o suficiente. Perguntar sobre hábitos com o fio dental não levarão a temores que apontam a eventos de 60 anos atrás. Em nossa psicologia de poltrona de dentista, esperamos eventualmente chegar a esse nível. Enquanto isso, seguimos limpando, perfurando, e insistindo nos raios-X.

George D. Reskakis
Para o ‘New York Times

Matéria do G1 (Ciência e Saúde)

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SORRISO DE FAMOSO (PARTE 8)

2+pre+molar SORRISO DE FAMOSO (PARTE 8)

Mais uma amostra do belo sorriso de Amy….(foto kibeloco.com.br)

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Marketing odontológico

Não meus queridos leitores, a propaganda que você vai assistir não é de nenhum equipamento odontológico revolucionário, de pasta de dente, fio dental ou solução para bochecho que deixa seu sorriso branco. Mas que é muito engraçado é. Parabens aos publicitários, vou indicar os adesivos da Dymo para meus pacientes….Enjoy.

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Manutenção

Estamos em manutenção para um visual novo ao odontoBLOGia….aguarde!

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Curta doces sem se preocupar com cáries

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Pirulito “Do bem” mata a bactéria que causa cáries dentais!

O microbiologista Wenyuan Shi e sua equipe da universidade UCLA nos Estados Unidos, elaboraram um pirulito “bom” para os dentes. O pirulito alaranjado sem açúcar contém um ingrediente natural encontrado na planta Licorice que mata a bactéria primária causadora da cárie, o Streptococcus mutans.

Com o nome comercial de Bala do Dr. John’s Herbal, o pirulito já disponivel para compra, é o primeiro criado pelo Dr. Shi.

Tudo começou de uma idéia de 8 anos atrás em criar um medicamento voltado para a odontologia – para identificar a bactéria causadora da cárie entre 700 tipos de bacterias presentes na boca humana – rastrear sua presença e bombardear estas com antimicrobianos que ele e seu laboratório desenvolveram para matar a bactéria má e manter as boas.

E ele continua trabalhando em kits para testar estes patógenos do mal. “Parte do meu sonho é que um dia você ir no dentista e dar uma amostra de sua saliva para ser testada, da mesma forma que você faz exames de sangue ou urina aos médicos” disse o doutor.

Fiquei muito surpreso com esta notícia. Até o momento só tinha conhecimento do própolis como extrato natural que estava dando bons resultados quanto ao combate às cáries. Conheça mais sobre o(a) Licorice clicando aqui!

Nas fotos o criador do pirulito do bem Dr. Wenyuan Shi e a planta Licorice.licoriceroot Curta doces sem se preocupar com cáries

University of California, Los Angeles (2008, February 5). Enjoy Candy Without The Cavities: Good Lollipop Kills Bacteria That Causes Tooth Decay. ScienceDaily. Retrieved November 17, 2008, from http://www.sciencedaily.com­ /releases/2008/02/080204144715.htm

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